Fecho os olhos E sinto meu coração batendo forte Minha mente voando longe Em busca de d i r e ç ã o Será que o certo é ir Será que o certo é voltar Acho que só o tempo dirá...
Queria que de repente O mundo inteiro Num grande espelho se transformasse E que assim cada um pudesse ver Como esse mundo a gente pode mudar Se um sorriso nos lábios guardar...
"Quando o amor vos chamar, s e g u i - o, Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados; E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; E quando ele vos falar, acreditai nele, Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos Como o vento devasta o jardim. Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, Assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, Trabalha para vossa queda. E da mesma forma que alcança vossa altura E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol, Assim também desce até vossas raízes E as sacode no seu apego à terra..." (Gibran Kahlil Gibran)
Seguir, sempre em frente...mesmo com as pedras no caminho (porque elas a gente chuta), mesmo com as incertezas, mesmo com os riscos...apenas seguir... acreditando como diria Chico, que "amanhã há de ser outro dia..."
Tai um tema difícil viu? Digo difícil porque é o que mais tenho precisado no momento e. não consigo. Não entendo porque as pessoas insistem em fugir dela, sendo que a única coisa que temos que fazer para obtê-la é começar por nós mesmo evitando confusões e conflitos, mas por ai eu só vejo as pessoas correndo dela e não atrás dela como deveria ser... P a z! Porque isso é tão difícil?? Acho que ando meio Maria Rita "GRITANDO PRA NÃO FICAR ROUCA, EM GUERRA LUTANDO POR PAZ" ... e muita paz, porque "muito pra mim é tão pouco, e pouco eu não quero mais..."
E assim como acabei de dizer no Twitter...perdas são quase sempre necessárias. Se a gente parar pra pensar, foi (na maioria dos casos) por causa delas que acabamos tomando rumos diferentes, ou tomando decisões que mudaram nossas vidas de alguma maneira... E tai uma situação que coloca todos nós no mesmo patamar, porque quem aqui vai levantar a mão e dizer que nunca perdeu nada ou ninguém? Mas apesar de ser difícil, é a maneira com que as enfrentamos que faz toda a diferença!
Relógio lembra-me do tempo...tempo que falta, tempo que já foi, tempo que eu perdi ou conquistei. E a única certeza que o tempo me trouxe, é que o tempo não pára, e como diria Lenine "a vida não pára", não mesmo. Talvez então o certo seja ajustar os ponteiros do relógio pra aproveitar a vida e o tempo (que não param) antes que eles terminem, antes que o relógio pare ou quebre. Porque cada segundo conta...
"Será que é tempo que nos falta pra perceber Será que temos esse tempo pra perder..."
Os seres humanos são capazes de coisas que a gente nem imagina...e isso é tão maluco. Valores como lealdade, fidelidade, honestidade estão por ai perdidos?
Será que é melhor viver na alienação fingindo que o mundo não é tão doido assim, e que como diria Renato Russo "o mundo é perfeito e todas as pessoas são felizes" ou será que é melhor viver no concreto, no real, seja ela qual for e como for? "Nos deram espelhos e vimos um mundo doente, tentei chorar e não consegui"... Por não ter respostas no momento, vou levando assim...
Eu gosto disso Você gosta daquilo Eu ouço e leio isso Você ouve e lê aquilo Eu vou ali Você vai lá Eu sou do meu jeito Você é do seu E viva as diferenças, porque até nelas somos semelhantes. E eu me pergunto, porque é tão difícil aceitá-las??
Hoje faltam-me palavras. Hoje sinto muito mais saudade do que nunca foi e do que podia ter sido e principalmente do que ainda pode ser, do que há por vir.
Acredito realmente que a única maneira e a mais forte de enfrentá-la é vivendo...o tempo todo e o dia inteiro... "São só dois lados da mesma viagem..."
"Tem gente que veio só olhar...". E você? Veio só olhar?
Dai que resolvi arriscar a começar a participar do De blog em blog e nada melhor do que começar com a liberdade. Acho que a música ai abaixo diz tudo rs.
Liberdade - Los Hermanos
Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom Daqui não, eu vivo a vida na ilusão Entre o chão e os ares vou sonhando em outros ares, vou Fingindo ser o que eu já sou Fingindo ser o que eu já sou Mesmo sem me libertar eu vou É, Deus, parece que vai ser nós dois até o final Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro Seguro De que vale ser aqui De que vale ser aqui Onde a vida é de sonhar Liberdade
Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é, o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura, acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca. Nem o papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: “Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?” Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. “Quem sou eu no mundo?” Essa indagação perplexa é o lugar comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrastes essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. A sozinhez (esquece essa palavra feia que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: “Estou tão cansada de estar aqui sozinha!” O importante é que conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice versa, isto é, fechar uma porta bem aberta. Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo. Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes ao dia: “Oh, I beg your pardon!”. Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para a tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: “Gostarias de gatos se fosse eu?”. Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: “A corrida terminou! Mas quem ganhou?” É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não sabe quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste. Disse o ratinho: “Minha historia é longa e triste!” Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: “Minha vida daria um romance.” Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só um jeito de contar um vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e mulheres que suspiram e dizem: “Minha vida daria um romance!” Sobretudo dos homens. Uns chatos, irremediáveis, Maria. Os milagres acontecem sempre na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrario do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente. E escuta essa parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo como hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma maquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar em disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado Maria, com as grandes ocasiões. Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: “Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas”. Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira da nossa dor, Maria da Graça.
Paulo Mendes Campos
domingo, 6 de setembro de 2009
"Em relação a todos os atos de iniciativa e de criação existe uma verdade elementar: no momento em que nos compromissamos, a Providência Divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge a nosso favor. Como resultado da decisão, seguem todas as formas imprevistas de coincidência, encontros e ajuda, que nenhum homem jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar. A coragem contém em si mesma o poder, o gênio e a magia." (Goethe)